{"id":115,"date":"2011-02-23T11:19:37","date_gmt":"2011-02-23T14:19:37","guid":{"rendered":"http:\/\/cbsa-passaros.com.br\/newsite\/?page_id=115"},"modified":"2011-02-23T11:19:37","modified_gmt":"2011-02-23T14:19:37","slug":"reproducao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cbsa-passaros.com.br\/newsite\/?page_id=115","title":{"rendered":"Reprodu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A Reprodu\u00e7\u00e3o em cativeiro \u00e9 a \u00fanica forma real de preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, pois a captura, o com\u00e9rcio clandestino e o desmatamento n\u00e3o deixar\u00e3o de existir.<br \/>\nPara a reprodu\u00e7\u00e3o dessas aves, deve-se dar prefer\u00eancia \u00e0s gaiolas de arame, do criadeira argentino, ou maiores, com piso grande duplo, assim que retiramos um para lavar, colocamos o outro limpo no lugar. Essa grande pode apresentar pintura ep\u00f3xi o que facilita a limpeza.<\/p>\n<p>O ninho deve ser de bucha vegetal, dessas usadas para tomar banho, confeccionado em forma de ta\u00e7a. Pode-se proteger o ninho com plantas artificiais para que a f\u00eamea sinta-se mais segura no momento do cloco.<\/p>\n<p>No inicio de Setembro, coloca-se cada f\u00eamea em uma gaiola j\u00e1 com o ninho e material para confec\u00e7\u00e3o, inicialmente fios de saco de estopa ou ra\u00edzes e s\u00f3 quando o ninho estiver quase pronto, \u00e9 oferecido algod\u00e3o, com o qual a f\u00eamea forra todo o ninho.<\/p>\n<p>Para estimular a postura destas f\u00eameas, coloca-se pr\u00f3ximo, mas sem contato visual, um macho pronto e cantador. Ao menos duas vezes por dia aproxima-se o macho da f\u00eamea. Este deve cantar durante este procedimento.<\/p>\n<p>A f\u00eamea encarrega-se da confec\u00e7\u00e3o do ninho, quando este encontra-se quase pronto, toda vez que o macho canta, ele assume posi\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica para a c\u00f3pula, ent\u00e3o coloca-se o macho na gaiola da f\u00eamea para que ocorra o acasalamento, sendo retirado logo em seguida. A postura se d\u00e1 no 2\u00ba ou 3\u00ba dia ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o, obtendo-se de 3 a 4 ovos, os quais a f\u00eamea choca 13 dias.<\/p>\n<p>Os filhotes rec\u00e9m-nascidos s\u00e3o alimentados com ovos, verduras e jil\u00f3 e conforme v\u00e3o crescendo, a f\u00eamea aumenta a qualidade de sementes e farinhada para os filhotes.<br \/>\nA anilha \u00e9 colocada por voltado 7\u00ba dia, deve ser inviolada, medindo 2,5 mm, adquirida junto ao seu clube ou diretamente no IBAMA no caso de criadores comerciais. Ela \u00e9 a \u00fanica garantia de que esse passaro \u00e9 nascido em cativeiro, sendo assim, poder\u00e1 ser registrado junto ao IBAMA.<\/p>\n<p>Por volta do 15\u00ba dia os filhotes deixaram o ninho e precisam de mais 15 dias para aprender a se alimentar sozinho.<\/p>\n<p>A higiene \u00e9 o fator da maior import\u00e2ncia durante a reprodu\u00e7\u00e3o, e deve ser intensificada, j\u00e1 que os filhotes e a f\u00eameas est\u00e3o mais suscept\u00edveis as doen\u00e7as.<br \/>\nPara cada nova postura aconselha-se trocar o ninho, ou at\u00e9 mesmo trocar ou esterelizar a gaiola, evitando que bact\u00e9rias, fungos e protozo\u00e1rios sejam transmitidos aos novos filhotes que vir\u00e3o. \u00c9 uma medida bastante simples, mas que certamente trar\u00e1 muita alegria ao criador atento. <\/p>\n<p><strong> Doen\u00e7a<\/strong> <\/p>\n<p>A principal doen\u00e7a que acomete os pintassilgos \u00e9 a Coccidiose, provocada por protozo\u00e1rios do g\u00eanero is\u00f3spora. Estes protozo\u00e1rios habitam em destroem a c\u00e9lulas intestinais provocando hemorragias e sujeitando a mucosa intestinais \u00e0s infec\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias, mas tamb\u00e9m posem causar septicemia (infec\u00e7\u00e3o generalizada) parasitando macr\u00f3fagos que levam este parasita atrav\u00e9s da corrente sangu\u00ednea para para outros \u00f3rg\u00e3os, tornando a doen\u00e7a muito mais grave, e bastante dif\u00edcil de curar.<\/p>\n<p>A contamina\u00e7\u00e3o se d\u00e1 pela ingest\u00e3o de oocistos encontrados nas fezes. Estes cocitos s\u00e3o bastantes resistentes podendo ser manter infectantes por mais de dois anos no meio ambiente.<\/p>\n<p>O passaro doente fica arrepiado, dorme durante o dia tem dificuldade em descascar as sementes e emagrece. As fezes podem estar amolecidas, amareladas ou enegrecidas quando a presen\u00e7a de hemorragia intestinal, o mesmo esbranqui\u00e7adas quando o passaro n\u00e3o se alimenta de forma conveniente.<br \/>\nO diagn\u00f3stico final se d\u00e1 pela presen\u00e7a de oocistos nas fezes quando observado ao microsc\u00f3pio.<\/p>\n<p>O passaro, contaminado demora de 3 a 10 dias para come\u00e7ar eliminar oocistos nas fezes e pode permanecer eliminando por um per\u00edodo que vai de 21 dias a 6 meses, dependendo da esp\u00e9cie de is\u00f3spora envolvida.<br \/>\n<strong><br \/>\n Tratamento<\/strong> <\/p>\n<p>Recomenda-se manter o passaro doente em local tranq\u00fcilo, claro, aquecido e principalmente sem contato com os sadios. Quanto a alimenta\u00e7\u00e3o, forne\u00e7a-lhe tudo o que gosta, geralmente n\u00edger, legumes, verduras e ovo cozido.<\/p>\n<p>Existem diversos tipos de medicamentos. Os preventivos, chamados coccidiost\u00e1ticos, que apenas impedem que o agente da coccidiose se reproduza e os curativos, chamados coccidicidas, que matam o agente da coccidiose, mas apenas por momento em que este se reproduz, ent\u00e3o, sai de uma c\u00e9lula intestinal para infectar outras. Como o ciclo da coccidiose pode ser bastante longo, torna-se praticamente imposs\u00edvel a erradica\u00e7\u00e3o do problema.<\/p>\n<p>Apenas o m\u00e9dico veterin\u00e1rio especialista poder\u00e1 analisar o plantel, as condi\u00e7\u00f5es de manejo,alimenta\u00e7\u00e3o e higiene ent\u00e3o, adotar medidas profil\u00e1ticas e curativas estrat\u00e9gicas, para salvar p\u00e1ssaros doentes e evitar que novos surtos acometam todo o plantel.<\/p>\n<p>O passaro com coccidiose, mesmo ratado ser\u00e1 sempre portador, e a doen\u00e7a poder\u00e1 apresentar-se novamente quando o sistema imunol\u00f3gico da ave sofre algum stress. Existem portadores s\u00e3os, que apresentam oocistos nas fezes, mas que n\u00e3o desenvolvem os sintomas da doen\u00e7a, pelo menos por algum tempo, que n\u00e3o se sabe o quanto. Essas aves s\u00e3o as principais fontes de infec\u00e7\u00e3o para outras aves, j\u00e1 que muitas vezes, est\u00e3o no mesmo lote e n\u00e3o s\u00e3o diagnosticadas.<\/p>\n<p>Espero ter acrescentado-lhes algo, coloco-me a disposi\u00e7\u00e3o e desejo a todos sucesso na dif\u00edcil arte de criar pintassilgos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Reprodu\u00e7\u00e3o em cativeiro \u00e9 a \u00fanica forma real de preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, pois a captura, o com\u00e9rcio clandestino e o desmatamento n\u00e3o deixar\u00e3o de existir. 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