{"id":79,"date":"2011-02-22T22:55:39","date_gmt":"2011-02-23T01:55:39","guid":{"rendered":"http:\/\/cbsa-passaros.com.br\/newsite\/?p=79"},"modified":"2011-03-24T14:43:36","modified_gmt":"2011-03-24T17:43:36","slug":"criacao-de-aves-hobby-lucrativo-para-o-sitio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cbsa-passaros.com.br\/newsite\/?p=79","title":{"rendered":"Cria\u00e7\u00e3o de Aves; Hobby lucrativo para o s\u00edtio"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/cbsa-passaros.com.br\/newsite\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/canario.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/cbsa-passaros.com.br\/newsite\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/canario-300x200.jpg\" alt=\"\" title=\"canario\" width=\"300\" height=\"200\" class=\"alignleft size-medium wp-image-81\" srcset=\"https:\/\/cbsa-passaros.com.br\/newsite\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/canario-300x200.jpg 300w, https:\/\/cbsa-passaros.com.br\/newsite\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/canario.jpg 448w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O s\u00edtio de lazer da fam\u00edlia de Maria Virg\u00ednia Franco, em Parelheiros, no extremo da zona sul de S\u00e3o Paulo (SP), deixou de ser apenas para f\u00e9rias e fins de semana. H\u00e1 cerca de 20 anos, Virg\u00ednia decidiu tirar algum rendimento da propriedade, &#8220;nem que fosse apenas para sustent\u00e1-la&#8221;. Como a \u00e1rea \u00e9 pequena, menos de 5 hectares, optou pela cria\u00e7\u00e3o de aves ornamentais. &#8220;J\u00e1 tinha certa empatia com aves em geral, tanto que criava algumas esp\u00e9cies, mas eram apenas para enfeitar o local&#8221;, conta. Hoje, o s\u00edtio \u00e9 economicamente vi\u00e1vel e ainda sobra alguma renda para outros pequenos investimentos, como melhoria na infra-estrutura e nas instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim como Virg\u00ednia, \u00e9 desta maneira que grande parte dos criadores de aves ornamentais dom\u00e9sticas come\u00e7a seu neg\u00f3cio. S\u00e3o v\u00e1rios os atrativos. Esse tipo de cria\u00e7\u00e3o, por exemplo, n\u00e3o requer muito espa\u00e7o, nem grande investimento inicial. &#8220;Em uma pequena \u00e1rea \u00e9 poss\u00edvel obter uma renda razo\u00e1vel para a manuten\u00e7\u00e3o da propriedade&#8221;, diz o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Criadores de Aves, Jo\u00e3o Germano de Almeida.<\/p>\n<p>QUANTIDADE M\u00cdNIMA<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 um n\u00famero m\u00ednimo de aves indicado para iniciar uma cria\u00e7\u00e3o comercialmente vi\u00e1vel. &#8220;No caso do ganso, s\u00e3o necess\u00e1rias pelo menos cinco fam\u00edlias. Cada fam\u00edlia deve ter tr\u00eas f\u00eameas e um macho&#8221;, explica Germano. Uma gansa bota 40 ovos por ano e cada filhote \u00e9 vendido, em m\u00e9dia, por R$ 20 a R$ 30. Para galinha d&#8217;angola, o ideal \u00e9 de 5 a 10 fam\u00edlias (duas f\u00eameas para cada macho). Os filhotes, de 30 dias, podem ser vendidos por R$ 5 a R$ 10. J\u00e1 a ave adulta, com 5 meses, custa at\u00e9 R$ 30.<\/p>\n<p>O pav\u00e3o \u00e9 outra op\u00e7\u00e3o. \u00c9 mais caro, mas exige menos cuidados no manejo. &#8220;Pode at\u00e9 ser criado solto, desde que n\u00e3o haja predadores por perto&#8221;, diz Germano. O problema \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o. &#8220;S\u00e3o duas posturas por ano, de 15 ovos cada, e nem todos eclodem.&#8221; Mas um macho adulto, de 2 anos, custa R$ 120 e, a f\u00eamea, R$ 150. O ideal s\u00e3o duas f\u00eameas para cada macho.<\/p>\n<p>Para quem trabalha com cria\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as puras, o retorno pode ser ainda melhor. Mas os cuidados s\u00e3o redobrados. &#8220;Na \u00e9poca da reprodu\u00e7\u00e3o, as aves n\u00e3o podem ficar soltas, precisam ser confinadas, para evitar cruzamentos indesejados&#8221;, diz Maria Virg\u00ednia, que come\u00e7ou a sua cria\u00e7\u00e3o de aves puras quase por acaso. &#8220;Um amigo achava nossas aves bonitas e as levou para uma exposi\u00e7\u00e3o. Uma delas ganhou um pr\u00eamio. Comecei a estudar, a criar outras ra\u00e7as, e a cria\u00e7\u00e3o comercial foi uma conseq\u00fc\u00eancia&#8221;, conta. &#8220;H\u00e1 um momento em que voc\u00ea se v\u00ea com um plantel enorme e precisa dar o pr\u00f3ximo passo.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo Virg\u00ednia, a comercializa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 problema. A demanda por aves ornamentais, conforme a criadora, \u00e9 maior do que a oferta. O leque de op\u00e7\u00f5es \u00e9 muito grande, vai de colecionadores de aves, sitiantes que querem ornamentar a propriedade, at\u00e9 os mais recentes clientes, os petshops. &#8220;Virou moda ter aves neste tipo de loja.&#8221;<\/p>\n<p>SIMPLICIDADE<\/p>\n<p>O plantel de Virg\u00ednia hoje \u00e9 de aproximadamente 200 aves, entre v\u00e1rias ra\u00e7as de galinhas, gansos, marrecos, pav\u00f5es e patos, e ocupa apenas parte da propriedade. Para tornar a cria\u00e7\u00e3o comercial, foi preciso investir em infra-estrutura, principalmente em instala\u00e7\u00f5es. Apesar de resistentes, a maioria das aves \u00e9 sens\u00edvel ao tempo e precisa de prote\u00e7\u00e3o contra o vento e a chuva. &#8220;Mas a vantagem \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio nada sofisticado, pelo contr\u00e1rio, quanto mais simples e mais pr\u00f3ximo do h\u00e1bitat natural, melhor \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o&#8221;, ensina a criadora.<\/p>\n<p>A renda com a comercializa\u00e7\u00e3o, garante ela, tornou a propriedade auto-sustent\u00e1vel. &#8220;E ainda conseguimos ter um pouco de lucro&#8221;, diz. &#8220;Mas \u00e9 preciso ter crit\u00e9rios para manter uma boa cria\u00e7\u00e3o, fazer o manejo correto para dar produtividade, sen\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 retorno.&#8221; Segundo Virg\u00ednia, hoje os gansos s\u00e3o os mais lucrativos, n\u00e3o pelo pre\u00e7o, mas pela maior demanda. Ela vende o casal adulto do ganso chin\u00eas branco, o sinaleiro, por R$ 180. Outra ra\u00e7a, a toulouse, chega a custar R$ 350 o casal adulto. &#8220;O toulouse e o pav\u00e3o s\u00e3o as aves mais caras que crio.&#8221;<\/p>\n<p>HOBBY<\/p>\n<p>O criador Edwar Ponte, de Mag\u00e9 (RJ), est\u00e1 no ramo h\u00e1 seis anos, mas tem sua cria\u00e7\u00e3o como um hobby, apesar de ser a renda com as aves que sustenta a propriedade. &#8220;Escolhi as aves ornamentais porque j\u00e1 tinha alguma afinidade&#8221;, diz. Ponte acredita que \u00e9 uma boa op\u00e7\u00e3o para quem quer obter renda de pequenas propriedades.<\/p>\n<p>Mas, alerta, \u00e9 preciso tomar alguns cuidados. &#8220;Quem est\u00e1 entrando no neg\u00f3cio agora deve come\u00e7ar com aves mais baratas e de f\u00e1cil manejo, como o fais\u00e3o dourado e o coleira, para n\u00e3o correr o risco de investir muito e n\u00e3o se adaptar&#8221;, aconselha. &#8220;Aprendendo o manejo, a\u00ed pode partir para as aves mais caras.&#8221; Ele acrescenta tamb\u00e9m que as aves silvestres precisam de licen\u00e7a do Ibama e n\u00e3o s\u00e3o indicadas para quem est\u00e1 come\u00e7ando. Investindo em aves mais caras, o criador diz que a renda do s\u00edtio, hoje, d\u00e1 para sustentar a propriedade e manter dez empregados. &#8220;Tenho um lazer remunerado&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Mercado \u00e9 certo e est\u00e1 em ascens\u00e3o<\/p>\n<p>Permiss\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o de aves expandiu e renovou qualidade do plantel<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criadores e Comerciantes de Animais Silvestres e Ex\u00f3ticos (Abrase), Luiz Paulo Amaral, diz que o mercado nacional para aves ornamentais vem crescendo aceleradamente desde 1994, quando a importa\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies deu grande incentivo \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ter trazido sangue novo \u00e0s cria\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes, um fator importante para variar o plantel gen\u00e9tico e apurar os padr\u00f5es raciais.<\/p>\n<p>Segundo ele, tamb\u00e9m houve incremento consider\u00e1vel no n\u00famero de lojas voltadas \u00e0 venda de animais, tanto ornamentais quanto dom\u00e9sticos. Atualmente, considerando s\u00f3 as metr\u00f3poles do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo, calcula-se que haja 8 mil estabelecimentos ligados a esse tipo de com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>GRANDE DEMANDA<\/p>\n<p>Outro ponto importante foi a divulga\u00e7\u00e3o de novas legisla\u00e7\u00f5es sobre animais silvestres e ex\u00f3ticos. Com isso, o mercado para animais ornamentais dom\u00e9sticos, oriundos de importa\u00e7\u00f5es ou criat\u00f3rios, teve grande progresso.<\/p>\n<p>&#8220;A demanda ainda supera a procura, o que estimula e d\u00e1 bons lucros ao empreendedor&#8221;, diz. &#8220;Calculamos, por\u00e9m, que a produ\u00e7\u00e3o em cativeiro desses animais ainda n\u00e3o ultrapasse 10 mil exemplares, n\u00famero irris\u00f3rio diante do potencial da atividade.&#8221;<\/p>\n<p>A demanda, acrescenta Amaral, \u00e9 basicamente de empresas de comercializa\u00e7\u00e3o e pessoas f\u00edsicas consumidoras. Por isso, diz, a escolha do plantel \u00e9 muito importante. &#8220;Deve-se dar \u00eanfase aos animais de maior penetra\u00e7\u00e3o comercial, como fais\u00e3o, pav\u00e3o, marrecos e gansos.&#8221;<\/p>\n<p>APOSTA<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de aves ornamentais \u00e9 a nova aposta de Jos\u00e9 Carlos Martins Gaspar, de S\u00e3o Bernardo do Campo (SP). O s\u00edtio, que antes era de lazer, transformou-se inicialmente em um grande canil. &#8220;Por enquanto, minha renda \u00e9 exclusivamente da cria\u00e7\u00e3o de c\u00e3es e gatos.&#8221;<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns anos, Gaspar resolveu ampliar o n\u00famero de op\u00e7\u00f5es. Comprou uma nova propriedade, na mesma regi\u00e3o, e passou a investir em aves ornamentais dom\u00e9sticas, de ra\u00e7as puras. No novo s\u00edtio, de 8 hectares, tem 20 ra\u00e7as de galinhas. A waiandote prata laceada \u00e9 a mais nova no plantel. &#8220;As galin\u00e1ceas s\u00e3o o forte do meu neg\u00f3cio, mas tamb\u00e9m tenho fais\u00e3o, pav\u00e3o e algumas esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>O mais caro &#8211; e o que chama mais aten\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 o belo cisne branco. O casal, adulto, custa de R$ 5 mil a R$ 6 mil. Al\u00e9m de caros, por\u00e9m, n\u00e3o s\u00e3o garantia de retorno imediato, pois a reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil. O cisne \u00e9 monog\u00e2mico. &#8220;J\u00e1 tenho esse casal h\u00e1 dois anos e ainda n\u00e3o reproduziu. H\u00e1 v\u00e1rios fatores que interferem, incluindo a empatia entre macho e f\u00eamea.&#8221; O cisne negro, igualmente belo, \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o mais vi\u00e1vel. \u00c9 mais barato, cerca de R$ 1.500 o casal, e se reproduz mais facilmente.<\/p>\n<p>CUSTO E REPRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>H\u00e1 outras belas aves aqu\u00e1ticas, como as tadornas e esp\u00e9cies ex\u00f3ticas de ganso, como o canadense, que tem o pesco\u00e7o negro, e o hava\u00ed. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis de reproduzir e, por isso, t\u00eam um valor agregado maior.<\/p>\n<p>A tadorna tricolor chega a custar R$ 2 mil o casal adulto. &#8220;No geral, o custo da ave est\u00e1 relacionado com a facilidade ou a dificuldade da reprodu\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Gaspar. Entre os galin\u00e1ceos, a ave mais cara, diz o criador, \u00e9 o cochim gigante frisado, que custa R$ 200 o casal.<\/p>\n<p>J\u00e1 as mais baratas s\u00e3o as miniaturas em geral, que custam R$ 50, em m\u00e9dia. &#8220;O interessante \u00e9 que o custo para cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 alto. Basicamente, ra\u00e7\u00e3o de milho complementada com verde&#8221;, explica. &#8220;O maior investimento \u00e9 com as instala\u00e7\u00f5es, essenciais para a prote\u00e7\u00e3o das aves, e com a compra das matrizes.&#8221;<\/p>\n<p>SAIBA MAIS: Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Criadores de Aves, tel. (0&#8211;11) 3851-2311; Abrase, tel. (0&#8211;21) 2501-3612 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O s\u00edtio de lazer da fam\u00edlia de Maria Virg\u00ednia Franco, em Parelheiros, no extremo da zona sul de S\u00e3o Paulo (SP), deixou de ser apenas para f\u00e9rias e fins de semana. 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